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Taxa de transmissão do coronavírus no RS cai em julho

Centro de Porto Alegre — Foto: José Carlos Daves/Futura Press/Estadão Conteúdo
A taxa de transmissão do coronavírus no RS apresentou queda no início de julho, de acordo com o projeto Simcovid, formado por professores da Matemática da Universidade Federal de Rio Grande (Furg). Na medição mais recente, do dia 2 de julho, o Índice de Reprodução Basal, também conhecido como taxa R, chegou a 0,92.

Isso significa que um grupo de 100 pessoas contaminadas pode transmitir a doença para 92, o que indica desaceleração da cadeia de transmissão.

O índice é considerado padrão para análises estatísticas relacionadas à epidemiologia, e indica a situação da transmissibilidade de uma doença na população, a partir de uma série de dados sobre a disseminação da doença em determinada região. Na estimativa, uma taxa R de 1 significa que cada pessoa transmite o vírus para outra pessoa.

Caso o índice seja superior a 1, a contaminação está acelerada. Um cenário positivo para a redução do contágio necessita de uma taxa inferior a 1. A universidade britânica Imperial College faz esse cálculo para medir a taxa de contágio no Brasil.

Os dados são aferidos a cada 15 dias, segundo o professor Sebastião Gomes, que participa do projeto. Na medição anterior, há pouco mais de um mês, o índice estava em 1,03.

Para o professor, o avanço da vacinação está colaborando com a melhora no índice. "Já conseguimos atingir a população vacinável com duas doses em cerca de 23%". Pouco mais de 2 milhões de pessoas com 18 anos estão com o esquema vacinal completo até a tarde desta quarta-feira, segundo o vacinômetro do RS. Considerando a população total, o índice é de 18%.

A taxa estadual é calculada a partir da média ponderada da taxa R em 12 municípios. Todos eles estão com a taxa inferior a 1. "Só que ainda não é uma diminuição muito significativa, os números todos ainda estão próximos de 1", alerta o professor.

Por isso, os esforços para manter as medidas de combate à doença, que, além da vacinação, incluem higiene, distanciamento e uso de máscaras, devem ser mantidos.

"Ainda não é situação de liberar geral. É fundamental que contemos ainda com esses cuidados de prevenção. Então supondo que nós vamos manter os cuidados atuais, e espero que eles se mantenham, vamos muito gradualmente reduzir esse índice", aconselha.

O professor estima que quando a imunização for concluída para 70% da população que pode receber as doses, a taxa R pode reduzir substancialmente, ao índice de até 0,5, que é o início da quebra de transmissibilidade do vírus, segundo os cálculos do grupo.

Fonte: G1 RS 

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