Rural

Produtora colhe alface gigante de 1,1 kg em Tuparendi

Alface gigante foi colhido, no sábado (17), em Tuparendi — Foto: Arquivo pessoal
Há 30 anos plantando hortaliças para consumo próprio, uma produtora rural de Tuparendi, no Noroeste do Rio Grande do Sul, se surpreendeu com o resultado de mais uma colheita. No sábado (17), Ana Ghellar, de 55 anos, colheu um pé de alface gigante, com 1,1 kg e 48 centímetros de diâmetro na estufa da família.

O peso e o tamanho do vegetal, da variedade americana, fogem do normal. Segundo a produtora, um pé de alface pesa 100 gramas, aproximadamente.

O que serviria para uma refeição de poucas pessoas rendeu uma salada para 20 convidados, entre eles os filhos, de 20 e 28 anos, que vivem em Santa Rosa, a 13 km do município.

"Colhi ela sábado, comemos no domingo e ainda tem. Comemos domingo, com 20 pessoas, e sobrou", diz Ana.

O que motivou o crescimento da alface é incerto. Ana relata que comprou as sementes em uma cooperativa da cidade, como sempre fazia, e as plantou no dia 3 de julho. Ela nunca tinha colhido um pé tão grande da hortaliça.

A adubação orgânica adotada pela produtora na estufa pode ser um dos segredos da alface gigante, explica Gervásio Paulus, assistente técnico estadual em olericultura da Emater RS, entidade de assistência técnica e extensão rural.

"A alface responde muito à adubação orgânica, principalmente a nutrientes como nitrogênio, que, na produção orgânica, é bastante disponível, bastante rico. Além da questão do solo, que inclui a nutrição, é por ser em ambiente protegido, dentro de estufa, que dá condições favoráveis de umidade e temperatura", avalia.

Outro fator listado pelo especialista é a variedade genética. Normalmente, alfaces do tipo americana podem chegar a até 600 gramas. "É excepcional", observa Paulus.

Ana Ghellar, que vive com o marido, Carlos Alberto, na comunidade de Vila de São Marcos, costuma dividir a sobra da produção com os vizinhos.

"A gente planta para consumo. O que sobrar, a gente distribui para os vizinhos. Somos só nós, eu e meu esposo, aqui na propriedade", conta.

Depois de conversar com o G1, Ana pediu licença para ordenhar as vacas da propriedade. Essas, de tamanho normal.

Fonte: G1 RS 

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