Esporte

Ramírez terá tempo para implementar as mudanças no Inter

Direção colorada assegura que comissão técnica tem o respaldo do clube para colocar em prática novo projeto de futebol

 Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP





O futebol do Inter está tomando um caminho totalmente novo em 2021. Após anos de decisões corriqueiras e pouco imaginativas, o clube optou pela ruptura e busca um rumo original. E não se trata apenas da chegada do técnico Miguel Ángel Ramírez, que por si só já representa o fim do continuísmo, mas também engloba a contratação de um novo executivo de futebol, que trabalha desde o final do ano passado, e de um gerente para as categorias de base argentino, que desembarcou em Porto Alegre há alguns dias. O problema é que o acúmulo de tantas mudanças levadas a cabo ao mesmo tempo pode aumentar o risco de um fracasso e requer tempo de adaptação tanto para os jogadores como para torcida e dirigentes.

Na estreia do técnico, contra o Ypiranga, domingo passado, as dificuldades para compreender e executar as novas ideias ficaram evidentes. O time até mostrou alternativas ofensivas interessantes, principalmente no começo do jogo e no segundo tempo, mas exagerou nas falhas de posicionamento defensivo e no início das jogadas. No final, acabou vencendo por 4 a 2, mas os sustos foram evidentes. “Tivemos algumas inseguranças, que são normais. Eles estão fazendo algo novo, que não faziam. Nosso objetivo é que haja uma melhora jogo após jogo para que se possa ter a fluidez que estamos buscando no time”, afirma o auxiliar Martín Anselmi, que orientou o time na beirada do gramado porque Ramírez ainda não tinha condição legal para estrear.

Todas essas novidades fizeram parte das promessas de campanha do presidente Alessandro Barcellos, eleito no final do ano passado para um mandato de três anos no Inter. Ele mesmo, na entrevista de apresentação do novo técnico, disse que o clube e, principalmente, a direção terão resiliência para aguardar o tempo necessário para que tantas alterações de rumo se acomodem e apresentem algum resultado.

“Queremos um modelo de jogo novo, que seja propositivo, que aproveite as categorias de base e use a ciência de dados como suporte. Enfim, um modelo novo de futebol”, afirmou Barcellos. Em seguida, ele previu dificuldades, mas externou confiança: “Sabemos que é um projeto de mudança. E sabemos também que mudanças, em um primeiro momento, geram questionamentos e requerem adaptações e tempo. Mas estamos dispostos a assumir isso junto contigo (referindo-se a Ramírez) para que esse projeto entregue alegrias e títulos para a nossa torcida. Temos convicção sobre o que estamos fazendo”. 

Nos primeiros dias de trabalho, o técnico mostrou-se aberto às sugestões. Ouviu outros profissionais com atenção, inclusive aqueles que já faziam parte da comissão técnica antes da sua chegada, mas nem sempre levou em consideração. Por isso, o time que mandou a campo contra o Ypiranga obedeceu a uma lógica própria, que nem sempre deu um resultado satisfatório. Algumas alternativas buscadas no grupo para suprir ausências não deram resultado, principalmente a improvisação de Edenilson como primeiro volante, que não deve mais ser repetida.

“Essa foi apenas a primeira amostra de um modelo diferente, de uma estratégia diferente. Nós e também a torcida precisamos nos adaptar. Os jogadores estão assimilando, mas foram apenas cinco treinamentos de campo, muita conversa e vídeo. Nesta temporada, o Inter terá uma nova cara”, assegura o diretor executivo Paulo Bracks, ele mesmo uma novidade.

Fonte: Correio do Povo 

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