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Justiça suspende retorno do sistema de cogestão no RS

Tribunal de Justiça RS — Foto: TJ RS/divulgação
A cogestão, gestão compartilhada entre os municípios do RS no distanciamento controlado, voltou a ser suspenso, por decisão judicial na noite de sexta-feira (19), horas após o anúncio do governo que confirmou o retorno do sistema. O Palácio Piratini ainda não se posicionou sobre a determinação.

Com a decisão, atividades econômicas não essenciais não poderão reabrir, enquanto durar a classificação de bandeira preta, até que a liminar seja apreciada. O governo tem 72 horas para apresentar manifestação.

Na decisão, o juiz Eugênio Couto Terra, da 10ª Vara da Fazenda Pública Foro Central de Porto Alegre, atende a ação civil pública ajuizada pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre e mais oito entidades contra o estado, alegando que o cenário "caótico" da saúde exige a adoção de medidas eficientes.

O magistrado reconheceu a situação de caos "pública e notória" pela qual passa o RS, que registrou recorde de mortes em março e tem UTIs superlotadas há 18 dias.

"Inúmeros municípios, onde os prefeitos querem privilegiar a economia em detrimento das medidas sanitárias preventivas para a contenção da disseminação do vírus, há grande tolerância com o descumprimento dos protocolos mínimos de prevenção”, aponta o juiz.

“Negar esta realidade, é fazer de conta que tal não acontece. O momento, como dizem todas as autoridades médicas ,gestores hospitalares, infectologistas, sanitaristas e cientistas que estudam e trabalham com a pandemia, exige total foco no combate à disseminação viral. Só assim haverá a diminuição da contaminação e a cessação das mutações do vírus, circunstância que só agrava o quadro de adoecimento da população. Além de ser a única forma de dar alguma condição do sistema de saúde ganhar um fôlego para atender o número de doentes graves que só aumenta”, afirma Eugênio.

O juiz afirma ainda que a priorização da economia para estabelecer a retomada em detrimento da saúde é um "falso dilema".

Ele determina que seja seguido "o direcionamento da ciência para salvar vidas". O estado deve apresentar elementos que justifiquem a restrição da circulação.

Tanto a suspensão de cogestão durante a bandeira preta, quanto o decreto que proíbe circulação e abertura de atividades das 20h às 5h são mantidos suspensos.

Fonte: G1 RS 

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