Rural

Sem chuva e com altas temperaturas, estiagem se agrava no Rio Grande do Sul

 Precipitação que ocorre em algumas regiões não tem sido suficiente para encher os rios e a tendência é piorar nos próximos dias

CP/Reprodução Noroeste Online
A combinação do fenômeno La Niña, mais a ausência de recarga hídrica ao longo do ano de 2020 e as altas temperaturas vão resultar no agravamento da estiagem no Rio Grande do Sul. A avaliação foi feita pela hidróloga Marcela Nectoux, da Sala de Situação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), ao explicar que as bacias hidrográficas gaúchas não tiveram a recarga hídrica suficiente entre os meses de janeiro a maio deste ano. "Mesmo com a ocorrência da chuva nos meses de junho e julho não foi possível melhorar a situação dos rios", ressaltou.

Segundo a Sala de Monitoramento Hidrológico da Sema, nas últimas 24 horas os maiores acumulados de chuva (na casa dos 40mm) foram nas bacias Apuaê-Inhandava, Alto Jacuí e Passo Fundo. Também ocorreram volumes pontuais no Taquari-Antas e Alto Sinos. No entanto, alerta que a distribuição das chuvas é ruim nas áreas e os rios seguem estáveis ou declínio em todos os pontos monitorados, apresentando baixa disponibilidade hídrica. 

As temperaturas em elevação no Rio Grande do Sul e o vento soprando de Nordeste representa uma combinação desfavorável para condição hídrica das bacias da Região Metropolitana de Porto Alegre. A condição hidrológica de alerta em função da baixa disponibilidade água segue indicada para as bacias do Guaíba, Camaquã, Santa Maria, Negro, Ibicuí, Butuí-Icamaquã, Piratinim, Ijuí, Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo, Passo Fundo, Várzea, Vacacaí-Mirim, Pardo, Baixo Jacuí, Caí, Sinos, Gravataí e Rio Uruguai. 

Com a previsão de persistência do fenômeno La Niña durante o verão, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica a possibilidade de chuvas abaixo da média, no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sul do Paraná. Já a Somar Meteorologia destaca que a Região Sul passa por uma estiagem prolongada que mantém baixo o nível de reservatórios e compromete o desenvolvimento agrícola, como o milho do Rio Grande do Sul. Os prognósticos apontam que o fenômeno La Niña deverá prosseguir até pelo menos o mês de abril, mas seus efeitos na atmosfera serão vistos até meados de 2021.

Para o trimestre dezembro/janeiro e fevereiro, há previsão de chuva abaixo da média na Região Sul, além do sul do Paraguai, todo o Uruguai e centro e norte da Argentina. Ou seja, embora tenha voltado a chover mais frequentemente sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, ainda há risco de cortes abruptos da precipitação e estiagens regionalizadas a partir de fevereiro, sobretudo na região sul do Rio Grande do Sul.

Fonte: Cláudio Isaías / Correio do Povo


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