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Polícia Civil investiga esquema milionário de contravenção no Rio Grande do Sul

Valores dos bens, sem incluir contas bancárias, ficam em torno de R$ 17 milhões 
Um esquema envolvendo em tese organização criminosa, lavagem de dinheiro e contravenções penais de jogo do bicho e os jogos de azar é alvo da operação Imperatore deflagrada no início da manhã desta terça-feira pela Polícia Civil. A ação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro, do Departamento Estadual de Investigações Criminais, ocorreu no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. O objetivo foi a busca de elementos de prova, além das que já constam no inquérito policial.

Os policiais civis cumpriram 95 ordens judiciais, sendo elas 29 mandados de busca e apreensão, dos quais 25 no Rio Grande do Sul, três no Rio de Janeiro e um em São Paulo. Houve ainda restrição de transferência de 24 veículos, inclusive de luxo, indisponibilidade de nove bens imóveis em Porto Alegre, Xangri-Lá e Rio de Janeiro e outros, casos sejam encontrados nos respectivos registros imobiliários. O bloqueio de contas de 33 investigados também foi executado. Os valores dos bens, sem incluir o que está nas contas bancárias, ficam em torno de R$ 17 milhões

Segundo o delegado Marcus Viafore, a operação é resultado de um ano e quatro meses de investigação, originária de informações que foram encaminhadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Os agentes suspeitam da existência de um complexo esquema de reciclagem de capitais oriundos do jogo ilegal, liderado por um indivíduo que atua há pelo menos duas décadas na contravenção.

O líder da organização criou uma empresa em nome de sua esposa e filhas para blindar o patrimônio com o objetivo de evitar que fosse alvo de investigações. Ele é sócio ou administrador de fato ou de direito, sem constar no quadro social, de mais cinco empresas nas áreas de depósito de mercadorias ou móveis para terceiros, agenciamento e gestão de carreira de jogadores de futebol, locação de veículos e agenciamento de atores para fornecimento de figurantes e atuação para produções de televisão, cinema e publicidade.

Todas realizavam transações entre si e seriam usadas para a lavagem do dinheiro. Além dele, o esquema teria um operador financeiro, um gerente da banca, laranjas e arrecadadores. O trabalho investigativo apurou intensa atividade envolvendo jogos ilegais por parte dos investigados.

Fonte: Correio do Povo

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