Rural

Dia Mundial do Solo - A riqueza que vem do chão

Foto: Emater/RS-Ascar
Base para a produção de alimentos, o solo tem ganhado cada vez mais a atenção dos agricultores do Rio Grande do Sul. A sua importância é tanta que o dia 05 de dezembro foi instituído pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como o Dia Mundial do Solo.

A Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), atua na orientação aos agricultores na implantação de técnicas de recuperação do solo visando aumentar a fertilidade e a infiltração de água no solo e orientando o cultivo.

Na região administrativa de Soledade, até novembro de 2020, cerca de 2.230 famílias receberam assistência técnica na área de solos, em ações como a construção de terraços, uso de plantas recuperadoras, descompactação, correção da acidez e da fertilidade e lotação de animais controlada na integração lavoura-pecuária.

Outra ação desenvolvida pela Instituição é a implantação de Unidades de Referência Técnica (URTs) em Conservação do Solo e da Água. Em parceria com as famílias agricultoras, a Instituição realiza a implantação de técnicas de manejo do solo e, com base nos resultados obtidos nessas áreas, estimula outras famílias a implantar ações de recuperação do solo. Na região de soledade, são 15 destas unidades implantadas.

O extensionista rural Agropecuário da Emater/RS-Ascar, Tiago Gervasoni, explica que na URT implantada na propriedade do agricultor Ezequiel Luiz Pappis, no município de Segredo, foi possível observar o quanto as práticas de manejo do solo são importantes, especialmente em períodos de estiagem quando essas vantagens se tornam ainda mais evidentes. "Nessas unidades as plantas respondem de forma mais satisfatória devido ao manejo de construção e correção do perfil do solo. Solo descompactado possibilita o desenvolvimento radicular mais profundo, ainda mais quando se tem a acidez do solo corrigida, adubação equilibrada, bom aporte de palhada em cobertura protegendo e mantendo a umidade no solo por mais tempo", observou.

Gervasoni ressalta que o solo é um organismo vivo, habitat de microorganismos, animais, ocupação humana, depósito de água, é a base para plantas, para a produção de alimentos e geração de renda para muitas famílias rurais. "É muito importante trocar ideia e buscar orientação técnica para trazer o melhor manejo nas suas áreas e implementar ações de manejo que visam a correção da acidez e da fertilidade, sempre trabalhando com bom aporte de massa seca em quantidade, qualidade e frequência. A palhada abundante é o princípio do plantio direto. Ela mantém o solo úmido por períodos mais longos em eventuais estiagens ou secas que possam ocorrer e com isso minimiza prejuízos", ressalta.

Técnicas como a rotação de culturas e a descompactação do solo, seja de forma mecânica ou utilizando plantas de cobertura, a construção de terraços para minimizar a erosão das áreas é recomendada aos agricultores. "Com a adoção dessas e outras técnicas vamos conseguir melhorar a estrutura do solo, a sua porosidade e o armazenamento de água, o que favorece o desenvolvimento radicular e faz com que as plantas busquem a água em uma profundidade maior o que, com certeza, fará alcançar melhores resultados em produtividade e renda para as famílias. Muito se tem feito, mas ainda há um campo gigantesco para melhorar as condições de fertilidade e sustentabilidade das nossas áreas", conclui.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional de Soledade

Jornalista Carina Venzo Cavalheiro

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