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TSE contratou sem licitação o 'supercomputador' que atrasou apuração no domingo

Foto: Agência Brasil 
O “supercomputador” utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições do último domingo, 15 e que atrasou a apuração de votos foi contratado sem licitação por R$ 26,2 milhões pelo poder judiciário, como mostra portaria publicada no Diário Oficial da União.

Matéria da BBC revela que até agora a Justiça Eleitoral empenhou R$ 19.564.473,36 em favor da filial brasileira da Oracle em 2020. Os dados foram levantados por meio da ferramenta Siga Brasil, do Senado Federal.

Ainda de acordo com a matéria, não é possível dizer se todos os pagamentos se referem ao mesmo contrato, e nem qual a duração do contrato de R$ 26,2 milhões.

Pesando de 915 a 400 quilos, conforme o manual do produto, o caríssimo “supercomputador” é um dos problemas que o TSE relata ter enfrentado nas eleições.

De acordo com presidente da corte eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, a pandemia também teve parcela de culpa no atraso em divulgar os votos, já que provocou demora na chegada da máquina da Oracle e, consequentemente, impediu que se realizassem todos os testes necessários antes do pleito.

A BBC chegou a questionar o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Dutra Janino sobre a situação. Segundo ele, o funcionamento do “supercomputador” era de responsabilidade da Oracle.

Ainda segundo o secretário Giuseppe Janino, “o avanço da doença atrasou a entrega do equipamento de março para agosto, impedindo que o equipamento fosse preparado corretamente”, informou a BBC.

Várias versões

Desde o ocorrido, Barroso já deu várias justificativas para o que ocorreu nas eleições deste ano. A princípio, disse que a lentidão foi causada por uma falha em um dos núcleos de processadores do supercomputador.

Depois, o ataque hacker: O atraso estaria ligado ao “aumento das medidas de segurança” adotados pelo tribunal, que chegou, foi alvo de uma tentativa de ataque hacker no domingo de manhã.

À noite, Barroso convocou entrevista coletiva para dizer que o atraso na totalização dos resultados foi devido a um problema técnico. Um dos núcleos de processadores do supercomputador, responsável pela totalização, falhou e foi preciso repará-lo.

Já na tarde desta segunda-feira (16/11), o TSE afirmou influência da pandemia do vírus chinês pela lentidão.

Depois, Barroso debitou na conta das “milícias digitais” o ataque hacker. Segundo ele, foi um ataque massivo vindo dos Estados Unidos, do Brasil e da Nova Zelândia na tentativa de derrubar o sistema.

O presidente do TSE disse ver ‘motivação política’ nos ataques sofridos e os ligou à atuação de “milícias digitais” que “entraram imediatamente em ação tentando desacreditar o sistema”.

“Há suspeita de articulação de grupos extremistas que se empenham em desacreditar as instituições, clamam pela volta da ditadura e muitos deles são investigados pelo STF”, afirmou Barroso em entrevista na sede do TSE, em Brasília e afirmou ainda ter encaminhado as suspeitas à Polícia Federal.

Fonte: Terça Livre / BBC News Brasil 

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