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Defesa Civil investiga origem de tremor registrado em Bagé

 Fenômeno teria ocorrido após um forte barulho de explosão. Drone está sendo usado com o objetivo de localizar cratera ou evidência que possa explicar a causa.

Defesa Civil vistoriou áreas na manhã desta quinta-feira — Foto: Lucas Belo / RBS TV
A Defesa Civil de Bagé, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul, investiga a ocorrência de um tremor, que ocorreu na terça-feira (6) e foi sentido por moradores de pelo menos 10 bairros da cidade.

Segundo os relatos, o fenômeno foi sentido após um forte barulho de explosão. O Corpo de Bombeiros também confirmou ter recebido chamados relatando o tremor, mas não houve registro de feridos ou desabamentos.

O Serviço Geológico do Brasil confirmou que "foi registrado nas estações sismográficas da região um evento antrópico (possivelmente uma explosão) às 12:44, com energia equivalente a um sismo com magnitude 2.0".

O coordenador da Defesa Civil de Bagé, Everton Hauppe, diz que já foram feitas varreduras, principalmente em obras e pedreiras da cidade, em busca do que pode ter causado a explosão.

"A gente fiscalizou e não encontrou nada. Tivemos informações de que o barulho foi sentido em praticamente toda [a cidade de] Bagé. É algo bem atípico, mas sabemos que ninguém utilizou nenhum tipo de explosivo", explica.

Na manhã desta quinta-feira (8), uma equipe percorreu uma área de aproximadamente 2km quadrados, que fica próxima a um clube de tiro, no Cerro da TV, região onde há maior número de relatos sobre o tremor.

Além de observar o solo em busca de fragmentos de explosivos ou crateras, a Defesa Civil vai vistoriar clareiras na mata que poderiam ser resultado da queda de um pequeno meteoro ou algum tipo de lixo espacial.

"Entramos em contato com os superiores de Caxias do Sul que relataram a passagem de um meteoro [na última semana]. Vamos ver se encontramos detritos aqui", diz Everton.

Um drone também está sendo usado com o objetivo de verificar uma área maior.

Observatório não registrou meteoro

O professor Carlos Fernando Jung, diretor científico da Brazilian Meteor Observation Network (Bramon) e proprietário do Observatório Espacial Heller & Jung, disse ao G1 que caso tivesse ocorrido a queda de um meteoro no local e horário indicados, o observatório teria registrado. Isso porque as câmeras do local possuem cobertura da região e as condições climáticas estavam favoráveis para o registro visual.

Foram analisadas imagens gravadas das câmeras posicionadas ao Sul, Sudoeste e Oeste, bem como imagens da câmera All Sky posicionada ao zênite com cobertura de 360 graus do céu.

Fonte: G1 RS

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