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Sindicato dos Correios do RS adere à greve nacional por corte de benefícios

 Cerca de 5,8 mil trabalhadores vão paralisar atividades por tempo indeterminado no estado.

Sindicato dos trabalhadores dos Correios do RS aderiram a greve nacional nesta terça (18) — Foto: Reprodução / RBS TV
O Sindicato dos Correios do Rio Grande do Sul confirmou que aderiu à greve nacional dos Correios, a partir desta terça-feira (18), com prazo indeterminado para acabar. O objetivo é reivindicar direitos que, de acordo com o Sindicato, estão sendo tirados durante a pandemia.

Dos cerca de 7 mil trabalhadores dos Correios no Rio Grande do Sul, 5.800 vinculados ao sindicato aderiram à greve.

Eles pedem a continuidade de benefícios como vale alimentação, licença maternidade, auxílio creche, 30% de adicional de risco, entre outros. Segundo o Sindicato, um acordo coletivo que previa os direitos e deveria valer até 2021 foi revogado no dia 1º de agosto.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT), os grevistas também são contra a privatização da estatal e reclamam do que chamam de "negligência com a saúde dos trabalhadores" na pandemia.

Posicionamento dos Correios

Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados.

Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que a possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.

No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.

G1 RS


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