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Primeiro lote de vacina chinesa para Covid-19 chega a Porto Alegre

Mais de 5 mil candidatos se inscreveram para os testes, que vão contemplar 850 voluntários


A equipe do Hospital São Lucas da PUCRS recebeu nesta segunda-feira o primeiro lote de vacinas da empresa chinesa Sinovac Biotech para a terceira fase de testes, em humanos, contra o novo coronavírus. Nos próximos dias, os primeiros profissionais de saúde selecionados devem começar a participar dos testes com a Coronavac. Mais de 5 mil candidatos se inscreveram para os testes, que vão contemplar 850 voluntários que atuam na linha de frente do combate à Covid-19.

Para o diretor-técnico do São Lucas da PUCRS, Saulo Bornhorst, a vacina marca um ponto importante na luta contra a Covid-19. "As pessoas querem retomar a vida normal, ou mais próximo do chamado normal possível. A vacina é a maior esperança que nós temos. Se não tiver uma vacina que funcione, certamente vai levar um bom tempo, anos, para que a rotina volte ao normal. Com a vacina temos chance de abreviar esse período e conseguir voltar já, talvez no ano que vem, a ter uma vida mais próxima do que se tinha antes", observa.

Bornhorst afirma que a chegada das primeiras doses é o marco inicial da fase três de testes, que envolve a aplicação em pessoas em quantidade maior. Ele explica que o São Lucas faz parte de um grupo com 12 centros de pesquisas escolhidos para fazer testes da fase 3. A pesquisa clínica será coordenada pelo Instituto Butantan, de São Paulo, e envolverá 9 mil voluntários. "A vacina se mostrou eficiente nas fases anteriores, onde se vacinou menos pessoas e se mediu a imunogenicidade da vacina, ou seja, quanto a vacina trouxe como reação imunológica que proteja contra o vírus", frisa.

A partir de agora, o objetivo é aplicar a vacina em larga escala, observar os efeitos esperados da vacina e possíveis efeitos colaterais. Se os resultados forem positivos, a ideia é a partir do ano que vem realizar a vacinação em massa da população. "O acompanhamento das pessoas vacinadas ocorre durante todo ano e até o ano seguinte, dura mais de um ano. Esperamos já nos próximos meses ter resultados iniciais que sejam suficientes para que a vacina seja aplicada em larga escala na população", projeta.

Conforme Bornhorst, a esperança do 'mundo inteiro' é ter uma vacina com eficácia comprovada e que possa ser usada na virada do ano ou no máximo no ano que vem. "A gente está nessa batalha desde março aqui no Brasil, e no mundo inteiro desde o final do ano passado. Está todo mundo cansado de ficar doente, de ver as pessoas próximas adoecerem, morrerem, cansado de ficar em casa, de usar máscaras, de não fazer aquilo que estávamos acostumados a fazer anteriormente", completa.

Fonte: Correio do Povo 

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