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Polícia Civil descobre que facção teve candidato a deputado estadual e pretendia roubar helicóptero

Fotos: Polícia Civil / Divulgação
As investigações da megaoperação Chicago, da Polícia Civil, voltada para desmontar a lavagem de dinheiro da facção Os Manos, revelaram surpresas. A equipe da 3ª Delegacia de Polícia  de Canoas, chefiada pelo delegado Rodrigo Caldas, apurou que um dos membros do grupo foi candidato nas últimas eleições a deputado estadual, demonstrando a intenção da organização criminosa em atuar na esfera política. Além disse, os criminosos pretendiam inscrever um de seus integrantes para fazer aulas de voo de helicóptero e, durante o curso, efetuariam o roubo de uma aeronave para que fosse utilizada no transporte aéreo de drogas. 


Nesta quinta-feira, cerca de 220 agentes em 80 viaturas cumpriram 151 ordens judiciais em Canoas; Porto Alegre; Sapucaia do Sul; Nova Santa Rita; Gravataí; Estância Velha; São Leopoldo; Imbé e Capão da Canoa, além da praia de Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. Houve o sequestro judicial de 19 imóveis, avaliados em cerca de R$ 15 milhões, e 48 veículos, estimados em R$ 2,3 milhões, além do bloqueio de 38 contas correntes.

O total de valores "lavados" chega a R$ 17,3 milhões de reais por meio da aquisição de imóveis, veículos, lanchas, aeronaves e outros bens móveis, além de moedas estrangeiras como dólares norte-americanos e também com a criação de diversas empresas de fachada para facilitar a ocultação do capital oriundo do narcotráfico.

Na ação, a equipe tática da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e o helicóptero da instituição também foram mobilizados. Em torno de R$ 55 mil e U$ 1,7 mil em dinheiro, centenas de cheques, uma pistola e um revólver, munição de ambas as armas, além de dois veículos sendo uma BMW e um Camaro, foram apreendidos. Oito criminosos foram presos.

Durante o trabalho investigativo, em um ano e meio, a equipe da 3ª DP de Canoas apurou que a organização criminosa ocultava muitas vezes as drogas dentro de sacas de grãos, comprados mas nunca pagos aos fornecedores. Toda a rede foi mapeada, sendo verificada que a estrutura da facção atuava como uma "empresa", sendo que a fonte de recursos financeiros principal e original era o tráfico de drogas. Conforme os agentes, a partir do dinheiro de venda de drogas eram adquiridas armas, munições e veículos roubados e clonados. 

O delegado Rodrigo Caldas destacou que a “a operação teve especial relevância pois a Polícia Civil sempre busca uma investigação dotada de qualidade, visando combater a criminalidade em sua origem e em uma perspectiva ampla, de forma a reprimir e combater toda a estrutura criminosa em seu ponto mais fraco e importante, o dinheiro”.

Já o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), delegado Mario Souza, enfatizou que “foi um forte golpe ao crime organizado, causando um importante abalo na organização criminosa”. De acordo com ele, os policiais civis “seguiram o dinheiro sujo, identificando e mapeando a atividade criminosa por um grande período”.

Fonte: Correio do Povo 

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