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Prefeitos avaliam áreas mais afetadas pela Covid-19 no RS

Pesquisa indica que setores mais afetados, segundo os gestores municipais, são turismo, vestuário e comércio

Para 93% dos prefeitos, o setor do comércio acumula perdas na pandemia | Foto: Mauro Schaefer
Não há qualquer dúvida de que a crise em consequência da pandemia do novo coronavírus afetou praticamente todos os setores da economia no Rio Grande do Sul. Da mesma forma, com setores tão distintos entre si, é natural que as oportunidades, perdas e tempos de retomada sejam os mais variados dentro da cadeia econômica. Ao entrevistar 70 prefeitos de todas as mesorregiões do Estado, o Instituto Methodus buscou investigar quais são os setores que os responsáveis pelos municípios gaúchos acreditam ter mais capacidade de um retorno no curto prazo, assim como quais foram mais impactados pelo novo momento.

Os números da pesquisa evidenciam que há um entendimento claro que setores como o comércio, turismo e vestuário são aqueles que mais enfrentam dificuldades. Para 95% dos entrevistados, o turismo, seja hotéis, eventos ou parques, foi impactado negativamente pela Covid-19. Logo depois, está o setor de vestuário – fábricas e confecções –, com um índice de 94%, e o comércio (lojas, shopping centers e centros comerciais), com uma percepção de perda para 93% dos prefeitos. Outros setores que são vistos como dos mais prejudicados em função da pandemia são o de serviços (79%) e o da educação (77%), que contempla tanto escolas particulares como universidades.

Nem mesmo a manutenção dos supermercados abertos desde o início das restrições estaduais e municipais foi suficiente para que o setor da alimentação tivesse um resultado positivo. Isso porque a avaliação é de que o impacto foi muito grande em restaurantes e feiras. Sendo assim, para 41% dos entrevistados, houve perdas no setor, enquanto 37% avaliam que os valores ficaram estáveis – 21% consideram ter havido um crescimento na área. Os melhores resultados foram encontrados na agricultura, que para 54% dos entrevistados, se manteve estável, e na saúde, com um índice de 45% de estabilidade. Esta última, aliás, é uma das áreas que mais gera uma percepção de crescimento: 20% dos prefeitos acreditam que houve ganhos no setor desde o início da crise da Covid-19.

O turismo também lidera na percepção sobre o tamanho da perda de cada setor. Na média, os entrevistados estimam em 73% os prejuízos – e neste caso, 21% dos prefeitos acreditam que o setor tenha perdas que chegam a 100%. Logo em seguida, estão a educação, com um prejuízo médio de 46%, e vestuário, com uma média de 44%. No geral, somados todos os setores, o entendimento dos entrevistados é de que a perda média fique em 43%.

Fonte: Correio do Povo

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