Politica

“Não temos medo”, diz Eduardo Leite sobre adoção de lockdown no Estado

Governador afirmou que medidas mais restritivas só serão adotadas quando isso se apresentar como inevitável

Em live nesta segunda-feira (13), o governador do Rio Grande do Sul anunciou que o Estado alcançou aumento de 74,7% nos leitos de UTI para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Esse aumento contribuiu para que o nosso índice de ocupação ficasse sempre nos 70%. Se não fosse isso, estaríamos com 100%, se não mais. A ampliação de leitos que fizemos em parceria com prefeituras e com apoio do governo federal é responsável por não termos, até aqui, o colapso do nosso sistema de saúde”, destacou o governador Eduardo Leite.
Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini
O governador enfatizou também a redução da velocidade do contágio pela doença. Apesar disso, Leite ressaltou que a situação ainda é grave no Estado. 

Leite frisou a necessidade de todas as pessoas prosseguirem os cuidados preventivos para evitar complicações em razão do novo coronavírus. “Só partimos para medidas mais restritivas à circulação de pessoas quando isso se apresentar como inevitável, mas não deixamos ou deixaremos de tomá-las quando se fizerem necessárias. Não temos medo de optar pelo lockdown, mas não o faremos, visto que estaríamos impondo um sacrifício maior do que o necessário aos gaúchos e gaúchas, que perderão muito se chegarmos a esse ponto”, afirmou.

A coordenadora do Comitê de Dados, Leany Lemos, acrescentou que o governo tem analisado as diferentes informações, tanto sobre o sistema de saúde, com relação ao aumento de casos, do contágio e das internações em cada região, mas também a questão da redução da atividade econômica, com impacto especialmente nos empregos. 

“O modelo do Distanciamento Controlado é um sistema que tenta conciliar essas duas áreas e é uma alternativa a soluções radicais, como o lockdown completo ou o abre tudo. Até o momento, o RS tem tido um bom resultado e tem uma situação menos dramática que os outros Estados. Se as restrições colocadas até agora, com várias regiões em bandeira vermelha, não funcionarem, aí sim teremos de partir para algo mais restritivo. Mas é importante reforçar que o que a gente faz importa, tanto individualmente quanto as empresas, para que a coletividade seja protegida”, afirmou Leany.


*com informações da SES  e Jornal Bom Dia

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