Politica

Manifestação contra o governo em São Paulo termina em confronto com a polícia e depredação

Amanda Perobelli/Reuters - 07.06.2020
O protesto de opositores ao governo Jair Bolsonaro terminou em confronto e depredação por parte de manifestantes nas ruas de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, por volta das 19h deste domingo (7), após uma tarde de manifestação pacífica. A Polícia Militar usou bombas de efeito moral e tiros de balas de borracha para dispersar manifestantes que tentaram vandalizar os momentos finais do ato.

Em outras capitais, manifestações contrárias e favoráveis ao governo Jair Bolsonaro e em defesa de vidas negras tomaram as ruas de forma pacífica. Houve protestos sem confrontos em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
São Paulo
Na capital paulista, grupos contrários ao governo se reuniram no largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste da cidade, após uma determinação judicial que proibiu que manifestações opostas fossem realizadas no mesmo local e na mesma data. O fim da manifestação terminou com saldo de duas agências bancárias depredadas, lixeiras incendiadas e barricadas que tentavam impedir as vias. A PM monitorou as atividades com 4 mil policiais.

O ato da oposição fechou um trecho da avenida Brigadeiro Faria Lima no sentido Avenida Rebouças, próximo ao metrô. Manifestantes ocuparam parte da Praça que vai até o quarteirão da Igreja Paróquia Nossa Senhora de Monte Serrante. A maioria dos manifestantes estava de máscara, mas ninguém respeitou o distanciamento de dois metros. Um carro de som foi compartilhado entre os líderes do ato - torcedores, líderes estudantis da UNE e ativistas do Conlutas (ligado ao Psol).

Por volta das 16h, o grupo se dividiu e parte dos manifestantes seguiu pela Rua dos Pinheiros. Durante a caminhada, houve tumulto e um grupo depredou agências bancárias. Já perto das 19h, a PM fazia uma barreira de contensão na Rua dos Pinheiros, na altura da Rua Mateus Grou, próximo à estação de Metrô Fradique Coutinho, para impedir que os manifestantes seguissem para a Avenida Paulista, onde os apoiadores do governo Bolsonaro estavam. Foi quando a

O grupo a favor de Bolsonaro se reuniu na esquina da Avenida Paulista com a Rua Pamplona, próximo ao prédio da Fiesp. Manifestantes carregavam faixas que pediam "intervenção militar" e com críticas ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

PORTO ALEGRE
Em Porto Alegre, o protesto começou na Esquina Democrática, reunindo torcidas organizadas e movimentos sociais e seguiu até o largo Zumbi dos Palmares.

PRISÃO

Agência bancária é depredada em São Paulo neste domingo na região de Pinheiros (7/6)

Foto: Polícia Militar/SP
A Polícia Militar de São Paulo deteve 17 pessoas em ocorrências relacionadas com as manifestações que ocorreu na capital Paulista. 

Entre eles, sete são defensores da causa “Vidas Negras Importam”, mas se aproximavam da Paulista, espaço reservado para os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Entre eles há um menor de idade que foi apreendido.

Polícia apreende ingredientes de coquetel molotov em São Paulo. Foto: Divulgação/PM-SP

Na esquina da Rua Augusta com a Av. Paulista, outras três pessoas foram detidas. Duas delas estavam com itens que servem como ingredientes para coqueis molotov: garrafas de vidro, gasolina, óleo de cozinha e na mochila levavam também uma barra de madeira. A terceira pessoa xingou os policiais no momento da abordagem e foi conduzida por desacato à autoridade, segundo a Polícia.

Mais três pessoas foram detidas na Rua da Consolação com artefatos para produzir coquetel molotov.

Fonte: Portal R7 e CNN Brasil 

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