Previsão

Inverno será marcado por temperaturas amenas e chuva regular no RS


O inverno que começa neste sábado, 20 de junho, às 18h44min, não será rigoroso e deve apresentar muitos dias amenos ou quentes intercalados com episódios pontuais de frio mais intenso neste ano. A previsão é da MetSul Meteorologia. E, repetindo o que se observou no último mês do outono, terá chuva mais regular com alívio da estiagem.

O inverno marca o período mais frio do ano no Rio Grande do Sul. As jornadas mais frias costumam ocorrer sob influência de ciclones extratropicais intensos no Atlântico Sul e que são responsáveis por impulsionar massas de ar muito gelado para o Estado. 

Dias de calor
Durante o inverno, dias com calor são normais em qualquer mês, especialmente durante agosto e setembro. E 2020 não fugirá à regra. Já no seu começo, o inverno terá dias de temperatura acima da média para o fim de junho.

A transição de períodos amenos ou quentes para frios pode se dar bruscamente com alto risco de tempo severo na forma de temporais com vento forte e granizo. Principalmente, se estiver presente um fenômeno conhecido como corrente de jato de baixos níveis, que traz ar quente e vento Norte com forte intensidade antecedendo a chuva e os temporais.

Chuva 
A chuva no inverno de 2020 deve variar muito no território gaúcho, mas será regular, acompanhando frentes frias e frentes quentes. É provável que o período termine com chuva abaixo de média em alguns pontos e acima da média em algumas regiões.

Conforme a MetSul, a Metade Sul gaúcha é a região com maior propensão para ter chuva acima dos valores médios históricos por conta de prováveis episódios de bloqueio atmosférico. Isso pode deixar a Metade Norte com alguns períodos de tempo mais seco e quente.

Apesar disso, mesmo a Metade Norte tende a registrar alguns eventos com chuva volumosa no decorrer da estação. A maior regularidade da precipitação e volumes mais altos que a média devem trazer um alívio adicional no quadro de estiagem.

O inverno é a estação com chuva mais regular e com melhor distribuição geográfica no ano. No caso deste ano, espera-se que o Sul gaúcho seja a região que tenha o maior alívio do déficit hídrico acumulado nos últimos meses.

Temperatura acima da média
Quanto à temperatura, a MetSul projeta um inverno de temperatura acima da média e com grande variabilidade térmica. Isso não significa a ausência de frio no território gaúcho. Os episódios de frio mais intensos é que tendem a ser pontuais.

Junho e julho, historicamente, são os meses de temperatura mais baixa enquanto agosto e setembro devem ter dias frios, com períodos até gelados, mas o número de jornadas de temperatura amena ou de calor aumenta.

Tradicionalmente, agosto e setembro registram dias de forte a intenso calor que lembram jornadas de verão com marcas perto ou acima de 35ºC. Em 2020 não deve ser diferente. E esses episódios com alta temperatura costumam preceder eventos de tempo severo no Sul do Brasil. 

Riscos de temporais 
Em todos os anos se verifica este tipo de cenário em nos casos mais extremos há formação de tornados, como se viu em diversos invernos do passado. Agosto e setembro, quando se espera maior incidência de ar quente, tendem a ser os meses de maior risco de temporais. São meses, historicamente, que marcam um aumento na frequência de tempestades tanto de granizo como de vendavais.

Em anos de Pacífico mais frio do que a média, como se espera nos próximos meses, há um aumento da probabilidade de granizo em agosto, setembro e durante a primavera. Há ainda uma maior propensão para episódios de vento muito intenso e destrutivos, seja por tornados ou vendavais. 

E a neve e geada? 
A neve é fenômeno que somente pode ser previsto em curto prazo, dias ou horas antes, mas em anos passados que tiveram características similares às que se prevê houve maior propensão para eventos de neve no Sul do Brasil, principalmente em agosto (maior número de casos na segunda metade do mês) e em setembro, sendo alguns significativos.

Já a geada ocorrerá mesmo com incursões de ar frio mais fracas, mas será mais ampla na presença de massas de ar polar de maior intensidade. Julho, pela maior frequência de dias frios esperada, deve ter um maior número de dias com geada que agosto e setembro.

Por outro lado, há um risco agravado de episódios de frio e geadas que podem ocorrer tanto no fim do inverno como o começo do verão.

Fonte: MetSul / Correio do Povo 

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