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819 foragidos do RS tiveram cadastro aprovado no auxílio emergencial

Os dados são do levantamento feito pela Controladoria Geral da União. Em todo o Brasil, são 27 mil foragidos com benefício aprovado.


Um levantamento da Controladoria Geral da União (CGU) estima que 819 foragidos do Rio Grande do Sul tenham tido cadastro aprovado no auxílio emergencial, benefício pago pelo governo federal para quem teve a renda prejudicada em razão da pandemia de coronavírus.

Em todo o Brasil, são mais de 27 mil foragidos com cadastro aprovado.

O Ministério da Cidadania informou, em nota, que há casos em reanálise, que estão passando por um filtro de checagem para evitar o pagamento do benefício a quem não tem direito. E garantiu que todos os que têm direito, vão receber as três parcelas do benefício.

De acordo com o delegado da Delegacia de Capturas de Porto Alegre, Arthur Raldi, a polícia do RS recebeu uma lista com possíveis endereços de cadastros dos foragidos.

"Começamos a verificar e, nos primeiros 30 endereços, vários informaram ruas que sequer existem em Porto Alegre. Os poucos que identificamos, fomos e não encontramos essas pessoas", diz.

Raldi ainda destaca que dificilmente um foragido iria fornecer o endereço em troca do auxílio. "O ideal era fazer um cruzamento de informação e a partir do momento, se a pessoa é foragida, que se desse prioridade para quem não está irregular. A gente vê que tem tanta gente que precisa", destaca.

Pedido negado
Enquanto foragidos tiveram o pedido aprovado, trabalhadores afetados pela pandemia relatam que ainda não conseguiram receber o auxílio.

A engraxate Vera Regina Pereira da Silva, depois de 20 dias do pedido em análise, teve resposta negativa. No resultado, o sistema informava que ela era uma política eleita. Vera foi candidata a vereadora de Porto Alegre em 2016 e a deputada estadual nas últimas eleições, mas não se elegeu.

"Aquilo foi um choque porque passa tanta coisa na cabeça da gente. Como política eleita? Tentei uns contatos. A assembleia me enviou documentação. Disse que eu não me elegi", conta.

Ela garante que está com as contas da campanha em dia.

"Esse auxílio é muito importante pra mim porque eu sou do grupo de risco. Eu tomo uma medicação e minha imunidade vai a zero. Então eu não posso me expor lá na praça nem pegar ônibus que tenha aglomeração", diz.

O vigilante Rodrigo Santos da Silva está desempregado há dois anos e também teve o benefício negado pelo governo. O motivo é ele ter sido identificado como presidiário pelo Ministério da Justiça.

"O auxílio foi negado pra mim sendo que eu trabalho como vigilante, tenho minha reciclagem aqui, ela é válida por dois anos, vale até dezembro. Quem dá o certificado de vigilante, quem carimba é a Polícia Federal, então como a Polícia Federal vai dar uma arma para um presidiário", diz.

Fonte: G1 RS

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