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Leite diz que uso da cloroquina é de avaliação do médico

Para o governo estadual o medicamento tem baixo respaldo científico de eficácia no combate da Covid-19

Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini //  Foto: Divulgação
O protocolo do Ministério da Saúde que permite ao Sistema Único de Saúde (SUS) o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina com amplo alcance em pacientes com Covid-19 é visto pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) como um documento de “orientação”. A secretária de Saúde, Arita Bergmann, disse em videoconferência nesta quarta-feira que a pasta “tem mais perguntas do que respostas objetivas”, visto que nenhum protocolo do uso de medicamentos chegou oficialmente ao governo gaúcho até o momento. No entanto, ressaltou que a aplicação do medicamento é de autoridade do médico. 

“Temos muitas expectativas de verificar como é que esse documento virá. Segundo se sabe, ele não está oficialmente à disposição de nenhum estado brasileiro. Se será emitido uma orientação direta aos municípios, aos estados... Mas nós concordamos plenamente que esta é uma autoridade do médico, ele é o prescritor e ele que irá decidir ou não se vai adotar essa medicação para a Covid-19", afirmou. 

De acordo com a secretária, "temos visto que alguns estudos, e não são muitos, demonstram que não há evidências, que não tem eficácia, que tem efeitos colaterais". "A posição é do profissional de saúde, no caso específico do médico com orientação do profissional de farmácia”, destacou a secretária da SES ao lembrar que o Estado fez baixo uso do medicamento dentro dos protocolos de casos graves hospitalizados.

Na época em que o Ministério da Saúde divulgou o protocolo da disposição da cloroquina em hospitais para o uso em pacientes em caso grave, o Rio Grande do Sul recebeu 2.350 tratamentos. Conforme a secretária Arita Bergmann, “o uso não foi expressivo”. 

“Quem deve tomar a decisão sobre a administração da cloroquina é o médico que trata seu paciente de acordo e em com o acordo dele e ciente dos efeitos colaterais que pode ter segundo a ciência apura”, manifestou o governador do Estado, Eduardo Leite.

O chefe do Estado disse que a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que não há evidências suficiente de que a cloroquina tenha uma administração irrestrita. “São feitos muitos alertas em consideração aos possíveis efeitos colaterais muito graves. Entendo o que tem na portaria do Ministério da Saúde é uma possibilidade de uma permissão, mas não uma determinação. Até porque eu entendo que não há essa capacidade no Ministério. A decisão é do médico com seu paciente no tratamento”, apontou.

O comunicado do Ministério da Saúde revelou que a permissão do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina é permitido em “condições excepcionais para o tratamento” da doença. Mesmo com a liberação da pasta, o paciente terá que assinar um documento demonstrando que está ciente dos riscos que pode correr, inclusive o do óbito. 

Fonte: Correio do Povo

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