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‘Brasil não será um epicentro, e sim um exemplo’, afirma Nise Yamaguchi

Reprodução CNN Brasil
A médica oncologista e imunologista, Nise Yamaguchi, cotada para assumir a pasta da saúde, defende  uso da hidroxicloroquina em casos leves de coronavírus. Ela falou com à CNN sobre o protocolo de adoção da substância, apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro, que levou o ex-ministro Nelson Teich a pedir demissão do cargo.

Yamaguchi é atualmente assessora o comitê de crise do governo contra o coronavírus. 

Sobre a elaboração do novo protocolo do governo, defendido pelo presidente Bolsonaro, que visa aumentar a utilização da hidroxicloroquina, Nise Yamaguchi diz não estar envolvida. “Não estou ajudando o novo protocolo, mesmo porque eu não fui chamada para esta posição, continuo atuando como médica que sou, com a capilaridade que tenho com todas as sociedades e conselhos federais e estaduais, e como brasileira que sou. O que tenho feito de apoio é porque realmente me dói ver esta situação. (...) Acredito que no momento a gente precisa oferecer um tratamento que salva vidas e muda o curso da doença e da pandemia”, diz se referindo ao uso da hidroxicloroquina. 

Um levantamento do Conselho Federal de Farmácia mostrou que a venda de hidroxicloroquina aumentou 67% no primeiro trimestre de 2020, e cerca de 400 mil remédios foram vendidos no período. A Anvisa precisou rever as normas, e agora, para comprar remédios a base de cloroquina na farmácia, é preciso de receita médica e o número de caixas está restrito em cinco por pessoa.

Nise Yamaguchi diz que o medicamento está faltando não apenas nas farmácias, como também no SUS. “Nós precisamos disponibilizar para a população. Isso é fundamental.", diz. Yamaguchi ressalta a importância da cloroquina chegar para todos e ser bem distribuída a todas as regiões. Sobre isso, ela reforça que o general Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde, é especialista na área de logística. “Me parece que ele está disponibilizando algum decreto nesta direção, mas a produção ainda não está resolvida”, afirma. 

A médica afirmou que uma mudança de postura na forma de como estão enfrentando a doença no país for tomada, o Brasil não será um epicentro, e sim um exemplo. “Eu tenho a certeza que estas normas podem ser incorporadas rapidamente a um modelo de atuação que seja ágil, concreto e eficiente”.

Fonte: CNN Brasil

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