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RS terá distanciamento controlado para combater pandemia por regiões a partir de maio


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, apresentou o modelo de distanciamento controlado, a ser adotado pelos municípios gaúchos durante o combate à pandemia do coronavírus, nesta terça-feira (21), durante transmissão ao vivo pelas redes sociais. De acordo com o governador, as mudanças passam a valer a partir de maio.

A abertura será definida regionalmente, de acordo com a relação entre o número de casos confirmados da doença e a capacidade do sistema de saúde de atender pacientes graves. O objetivo é evitar que os hospitais tenham sobrecarga de atendimento.

"Não podemos perder vidas por falta de atendimento", disse o governador.

A nova determinação deve substituir o decreto que institui o isolamento social e o fechamento de comércio e serviços não essenciais, que entrou em vigor, em março, no estado.

O modelo leva em conta o registro de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), disponíveis no sistema de monitoramento da doença, assim como o estudo liderado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que vem testando a população do Rio Grande do Sul por amostragem.

A primeira fase do estudo mostrou que, para cada caso confirmado de coronavírus no RS, existem cerca de quatro doentes sem notificação.

Dados como esse vão basear a projeção da pandemia e pressão no sistema de saúde, conforme o plano apresentado pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Efeitos da pandemia sobre outros serviços públicos serão monitorados conforme matriz de risco.

Segundo o governador, os 50 integrantes do grupo formado por comitês criados para discutir as estratégias de enfrentamento ao coronavírus,. Representantes dos demais Poderes e de entidades civis, de hospitais e das universidades também participaram.

Segmentação por regiões

Cada região terá seu próprio modelo de isolamento, de acordo com a velocidade de transmissão e a capacidade de resposta. Para isso, o governo propôs a elaboração de um diagnóstico regional, considerando as instalações de saúde e os protocolos de atendimento.

Serão estabelecidas quatro faixas de riscos potenciais: baixo, médio/baixo, médio e alto. Com o cálculo das variáveis, o cenário de cada região será classificado de acordo com essas faixas.

As definições dos critérios ficam a cargo das Secretarias Estaduais de Saúde e de Planejamento. São itens como:

  • UTI/Ventiladores disponíveis
  • Testes na região
  • Disponibilidade de informações e dados para eficientemente identificar e isolar casos
  • Disponibilidade de equipamentos de proteção

Nível de transmissão:

  • Taxa de crescimento de novos casos e de casos hospitalizados

O acompanhamento das informações será diário, para que se possa agir imediatamente.

Segmentação setorial

O governo também planeja a segmentação da economia gaúcha de acordo com o setor, conforme o risco de transmissão e a importância econômica de cada área.

O risco de transmissão será medido de acordo com a circulação de pessoas e aglomeração no ambiente de trabalho, e a natureza da atividade econômica. Serviços online, por exemplo, são considerados de baixo risco, já eventos, de alto risco.

A relevância econômica será medida pelo número de funcionários, o estímulo para o consumo, a capacidade de arrecadação, entre outros aspectos.

Fonte: G1 RS

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