Politica

Eleições municipais devem ser adiadas, mas tendem a ocorrer ainda em 2020


Eleito em sessão plenária virtual nesta terça-feira, o novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do RS (TRE-RS), desembargador André Luiz Planella Villarinho, defende que as eleições municipais ocorram neste ano. Previstas para outubro, ele reconhece que existe a possibilidade de adiamento entre 30 a 40 dias, como já sinalizado pelo presidente eleito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Barroso. Assim, a eleição poderia ficar para o início de dezembro. 
Presidente eleito do TRE- RS, desembargador Andre Villarinho, para o biênio 2020/2021 
Para o desembargador, a sugestão levantada por alguns políticos e partidos de adiar o pleito para 2022 e unificá-lo às eleições gerais seria prejudicial à democracia. A manifestação foi feita, em função dos impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus no país, que, em função das medidas de isolamento, tem comprometido alguns serviços, entre eles o da Justiça Eleitoral. Apontou que até o mês de junho, dependendo das condições, deverá haver uma definição sobre a efetivamente das condições de realizar a eleição. A partir de junho terão início alguns prazos importantes dentro do calendário eleitoral, como a realização das convenções partidárias e a escolha dos candidatos.

Villarinho antecipou que esse adiamento de alguns dias pode ocorrer de duas formas. Uma delas é através de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), em que o Congresso define as novas datas a partir de proposições, entre outras, do TSE. A segunda alternativa ainda está em estudo, mas existe a possibilidade de que o TSE possa fazer alterações, mesmo sem o aval do Congresso, em função do decreto de calamidade pública. Independente disso, o desembargador ressaltou que a situação tem sido monitora constantemente. Além disso, pontuou o perfil específico deste pleito. “As eleições municipais têm uma característica muito específica. O eleitor conhece e convive com os candidatos. Gera um outro tipo de panorama psicológico, diferente da eleição geral. A eleição municipal é mais emoção”, comentou. 

Fonte: Correio do Povo 

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