Politica

Onyx deixará a Casa Civil e assumirá Ministério da Cidadania no lugar de Osmar Terra

Medida visa aliviar pressão entre ministro e o governo Bolsonaro 
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vai trocar de cargo e assumir o Ministério da Cidadania. A decisão do presidente Jair Bolsonaro foi comunicada nesta quarta-feira durante almoço com o atual titular da pasta, Osmar Terra, que deixará o governo. Para a Casa Civil, o chefe de Estado vai nomear o general Walter Souza Braga Netto, segundo informações do jornal "O Estado de S. Paulo". O militar de 62 anos é o atual chefe do Estado-Maior do Exército e foi o interventor na área de segurança pública do Rio de Janeiro durante dez meses em 2018.

A decisão acontece após polêmicas envolvendo o nome de Onyx nas últimas semanas. Bolsonaro havia emitiu dois dos principais auxiliares do ministro em sua ausência, entre eles Vicente Santini, que utilizou avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em voo exclusivo para a Suíça, onde ocorreu o Fórum Econômico Mundial, e a Índia, onde o presidente participava de visita oficial. Além disso, o transferiu para o Ministério da Economia o PPI (Programa de Parcerias e Investimentos), uma das principais vitrines da Casa Civil.

Já Terra vinha se desentendendo com a equipe econômica do governo. A escalada se deu recentemente com o Bolsa Família, programa que tem registrado filas de espera de beneficiários. Mais cedo, nesta quarta, Onyx havia refutado a possibilidade de comandar o Ministério da Cidadania. “Nah... Ninguém falou isso”, disse a jornalistas em Brasília.

Quem é Braga Netto
O general de Exército Walter Souza Braga Netto, então comandante militar do Leste, foi escolhido pelo então presidente Michel Temer em 2018 como chefe da intervenção federal do Rio, uma medida inédita, que lhe concedeu poderes de governador do Estado na área da Segurança Pública. Braga Netto nasceu em Belo Horizonte e cumpre o “perfil mineiro”. Prefere o trabalho ao verbo. Ao assumir o comando da intervenção, determinou a seus subordinados e pediu aos familiares discrição nas redes sociais.

Braga Netto entrou no Exército em 1974. Em 1994, ainda como major de Cavalaria, apresentou na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme) uma monografia com propostas sobre como aproveitar melhor o pessoal na carreira militar, com foco nos oficiais. Em uma espécie de prognóstico, dizia que “a sociedade, dentro do enfoque da qualidade total, cada vez mais cobrará da instituição a eficácia na consecução de sua destinação fim” e propunha a especialização, por causa das mudanças tecnológicas. “O militar, em particular, deve ser orientado para a função em que apresente um melhor rendimento em prol da instituição. O Exército do ano 2000 necessitará, mais do que nunca, de uma otimização de seus valores humanos”, escreveu.

Fonte: Correio do Povo 

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