Polícia

Homem que matou família em Porto Alegre é indiciado por triplo homicídio

Foto: Divulgação 
A Promotoria de Justiça apresentou nesta sexta-feira denúncia que aponta Dionathá Bitencourt Vidaletti, de 24 anos, como o responsável pelos homicídios de Rafael Zanete Silva, de 45 anos, Fabiana da Silveira Innocente Silva, 43, e Gabriel Innocente Silva, 20 anos. O crime ocorreu no dia 26 de janeiro após uma briga de trânsito no bairro Lami, em Porto Alegre. Ele também foi denunciado pela tentativa de homicídio de Victória Bassani, de 18, e Miguel da Silveira Innocente Silva, de oito. O Judiciário aceitou as denúncias.

No entendimento da promotora de Justiça Lúcia Callegari, que assina a denúncia, os homicídios e tentativas de homicídio foram triplamente qualificados: por motivo fútil, resultando em perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.

"Fútil o motivo do crime, pois praticado em razão de ter ocorrido uma batida na lateral do veículo momentos antes, motivo banal e desproporcional para o delito praticado. O delito foi praticado mediante perigo comum, pois realizado em local e horário de circulação de pessoas, próximo a estabelecimentos comerciais e a residências, o que poderia ter colocado em risco a vida de diversas pessoas. O crime também foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que foram surpreendidas pela atitude do denunciado, que sacou a arma de fogo e desferiu disparos, dificultando reação de defesa ou fuga", explicou.

Na ocasião, as vítimas retornavam de uma festa, quando colidiram no veículo do denunciado, que estava estacionado em frente a uma residência. Ele, então, conduziu seu veículo em perseguição ao carro em que estava a família, ocasião em que executou a tiros três pessoas da mesma família.

Defesa

Em nota divulgada no último 29 de janeiro, assinada pelos advogados Marcos Ribeiro de Sousa e Michelle Costa Brião de Sousa, a defesa sustenta que o cliente “foi condenado pela mídia e opinião pública antes mesmo de ter sido indiciado” e que a ampla defesa é um direito dele. “Ninguém tem o direito de matar, mas ninguém tem a obrigação de morrer sem defender sua mãe e a si próprio”, cita o texto, e reitera que a vítima cometeu violência física contra o acusado e a mãe dele.

Fonte: Correio do Povo 

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