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Justiça decreta prisão de homem que matou família em discussão de trânsito em Porto Alegre

Dionatha Bitencourt Vidaletti, de 24 anos, atirou em casal e no filho deles, de 20 anos

Família morre após ser baleada em discussão de trânsito na Zona Sul de Porto Alegre. Foto: Reprodução / Redes Socias
A Justiça decretou na manhã desta segunda-feira (27) a prisão temporária do homem que matou, na tarde de domingo (26), três pessoas de uma mesma família após uma discussão de trânsito na zona sul de Porto Alegre. O jovem, que estava com a mãe no momento do crime, fugiu após os disparos e não foi mais localizado. Conforme apuração, trata-se de Dionatha Bitencourt Vidaletti, 24 anos. A polícia ainda não confirma.

Segundo a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor, o pedido de prisão foi feito exatamente devido ao sumiço do homem. O titular da 4ª Delegacia de Homicídios da Capital, Rodrigo Garcia, afirma que agentes estiveram em cinco endereços, na Capital e em outras cidades da Região Metropolitana, mas ele não foi encontrado.

Todos os locais — quatro residências e um comércio — estavam fechados. Além disso, celulares do homem e de familiares próximos estavam desligados, e perfis nas redes sociais foram apagados.

Em uma das residências, na Zona Sul, os policiais encontraram uma pistola 380 em nome da mãe do investigado. No comércio da família, também na zona sul da Capital, foi localizado um revólver calibre 38 sem registro.

As buscas vão continuar ao longo desta segunda-feira. A polícia também aguarda algum contato de familiar ou de advogado do investigado.

O carro das vítimas foi periciado e foram coletados projéteis no local do crime para análise. Também foi refeito todo o trajeto entre o local da colisão entre o carro do atirador e das vítimas, quando houve uma discussão, e o ponto onde houve um novo bate-boca e os disparos, no bairro Lami.

Rafael Zanetti Silva, 46 anos, a esposa dele, Fabiana da Silveira Innocente Silva, 44, morreram na hora após serem baleados. O filho deles, Gabriel da Silveira Innocente Silva, 20 anos, também foi atingido, chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu.

No veículo ainda estavam o outro filho do casal, de oito anos, e a namorada do jovem assassinado, de 18 anos. Nenhum dos dois ficou ferido.

A jovem prestou depoimento e afirmou que o atirador não tentou disparar contra ela e a criança. Segundo ela, a mãe do homem tentou impedir os outros tiros, mas não conseguiu. Em seguida, os dois entraram na caminhonete e fugiram.


Conforme a namorada de Gabriel, que não será identificada, a família voltava de um aniversário. "A gente tava saindo de um aniversário e o Rafael deu uma encostada no carro, ele se perdeu, era uma estrada de chão", conta a jovem.

A vítima não parou e o proprietário do veículo foi atrás para tirar satisfações. O acusado interceptou o carro da família e durante a discussão, o homem sacou a arma.

"A Fabiana tentou ligar pro190 e começou a gritar que tava ligando, que tinha uma criança no carro. Acho que isso deixou ele com mais raiva", relembra a jovem. "Eles estavam todos juntos, foram vários tiros. Foi tudo junto. O Rafael foi o o primeiro que vi cair, o último foi o Gabriel", diz.

Rafael teria se oferecido para consertar o carro do suspeito. O filho mais novo do casal foi acolhido na casa de parentes. 

O crime chocou até mesmo a polícia que atendeu o caso. "Não é normal, não é comum, em Porto Alegre, esse tipo de delito, que é normalmente associado ao tráfico e guerra de facções", observa o capitão da Brigada Militar Luis Fernando Farias Junior.


"Um final trágico. A gente até vê no dia a dia algumas discussões, brigas de trânsito, mas esse final trágico foi surpreendente", afirma. 

Fonte: GaúchaZH e G1 RS

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