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Renda média do gaúcho cresceu pouco em 7 anos


A nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, apresentada ontem pelo IBGE, apontou que a renda média mensal do gaúcho vem caindo em relação à média nacional. Enquanto ao longo de 7 anos o rendimento médio do brasileiro cresceu 4,5%, aqui no Estado, entre 2012 e 2018, o crescimento foi de apenas 2%. Na comparação entre 2018 e 2017, houve recuo, de 0,2%.

Com uma renda média de 2.444 reais ao mês, o gaúcho ainda goza de uma situação privilegiada em relação a outros estados – tem o quarto maior valor do país, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas é uma estatística em que todos estão perdendo, segundo a análise do professor da Pucrs, Ely José de Mattos, para GaúchaZH: "estamos todos abraçados em um cenário ruim, tanto Brasil como o Rio Grande do Sul. A renda média mensal no país cresceu mais que o dobro do Estado, mas 4,5% é um ganho muito pequeno para seis anos".

A pesquisa do IBGE também levantou dados de desigualdade por gênero, cor e raça. A diferença no rendimento médio entre homens e mulheres é uma das maiores do país. Os homens ganham em média 33,5% a mais que a mulheres: eles, 2.745 reais; e elas, 2.056. Apenas cinco outros estados registram maior diferença salarial. A pesquisa também mostra a enorme distância que separa o rendimento médio de brancos e pardos (54%) e de brancos e pretos (48,7%).

Concentração de renda - Por outro lado, o RS pode comemorar o fato de ser um estado menos desigual em termos de classes sociais. Enquanto no Brasil os 10% mais ricos ganham 36,9 vezes mais que os 10% mais pobres, num fosso que aumentou no último ano, por aqui esta distância caiu. Em 2018, a média de renda mensal dos 10% mais ricos foi de 9.360 reais e a dos 10% mais pobres foi de 442 reais, 21,2 vezes maior. Mas há muito ainda a percorrer em termos de distribuição de renda: em Santa Catarina, o estado menos desigual segundo a pesquisa, o fosso entre classes sociais é de apenas 12,6 vezes.

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