Politica

Três ministros reassumem mandato para votar por reforma

Onyx Lorenzoni, Tereza Cristina e Marcelo Álvaro Antônio voltarão temporariamente à Câmara a partir desta terça

Onyx é considerado o principal articulador do governo pela reforma junto ao Congresso 

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vai reassumir temporariamente o mandato de deputado federal a partir desta terça-feira porque "faz questão" de dar o seu voto a favor da reforma da Previdência no plenário da Câmara. O gaúcho é considerado o principal articulador do governo pela reforma junto ao Congresso e também deve acompanhar de perto o encaminhamento da votação. Outros dois ministros, Tereza Cristina (Agricultura) e Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), também estarão na Câmara como deputados para votar. Os afastamentos devem ser publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta terça. A expectativa é que eles retornem aos respectivos cargos na quinta-feira.

O suplente de Onyx é o deputado Marcelo Brum (PSL-RS). Além de ser do partido do presidente Jair Bolsonaro, Brum deixa claro nas redes sociais que é a favor da proposta. Na última semana, ele comemorou a aprovação do texto na Comissão Especial da Casa dizendo ser uma "vitória para o Brasil". Apesar disso, aliados dizem que Onyx "faz questão" de dar o seu voto.

No caso de Tereza Cristina, a suplente é a deputada Bia Cavassa (PSDB-MS). No Placar da Previdência, feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, a parlamentar não foi encontrada para informar sua posição sobre a reforma. Ela também não fez publicações sobre o tema em suas redes sociais. O substituto do ministro Marcel Álvaro é o deputado Enéias Reis (PSL-MG), seu correligionário, que também aparece entre os que não foram encontrados para falar sobre sua intenção de voto.

Embora tenha sido eleito deputado federal na última eleição, o ministro Osmar Terra (Cidadania) não deve deixar o mandato nos próximos dias. A avaliação é de que o seu suplente, Darcísio Perondi (MDB-RS), é "voto fechado" a favor da reforma. Perondi é vice-líder do governo Bolsonaro e defende a proposta desde o governo do ex-presidente Michel Temer.

Correio do Povo

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