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PDT suspende Marlon Santos e outros 7 deputados que deram sim à reforma

Foto: Divulgação

O PDT instaurou nesta quarta-feira processo disciplinar contra Marlon Santos e outros sete deputados federais que desrespeitaram decisão partidária e votaram a favor da Reforma da Previdência na última semana. Em reunião da Executiva Nacional, da Comissão de Ética e de representates de movimentos sociais do PDT, a maioria dos presentes aprovou também a suspensão das representações partidárias dos parlamentares até que o processo seja concluído – o que pode demorar até 60 dias.

Na prática, isso significa que eles continuam exercendo seus mandatos sem fazerem parte do partido de forma oficial. Todos os parlamentares que contrariaram a orientação do partido serão chamados a dar suas versões sobre o caso. Ao final da apuração, eles poderão ser expulsos ou sofrer punições menores, como advertência. 

Tabata Amaral (SP) teve atuação destacada neste ano por fatos como o embate com o ex-ministro da Educação, Ricardo Vélez. Também integram a lista os deputados Alex Santana (BA), Flávio Nogueira (PI), Gil Cutrim (MA), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Silvia Cristina (RO) e Subtenente Gonzaga (MG). 

Criticada por setores de esquerda e por membros do seu partido em razão do voto favorável à reforma, Tabata Amaral disse em artigo no jornal “Folha de S.Paulo” que está sofrendo "perseguição política". Ela já havia divulgado um vídeo nas redes sociais afirmando que votaria “sim” por convicção.

Entre os membros do partido que criticaram Tabata abertamente está o presidente Carlos Lupi, que afirmou que ela defende uma “democracia de conveniência”. Ciro Gomes, ex-candidato à Presidência da República, defendeu que os parlamentares que votaram a favor da reforma da previdência peçam para sair do partido.

PSB
Os processos disciplinares abertos pelo PDT não são os primeiros após a votação da reforma. Na segunda-feira, o Conselho de Ética do PSB abriu processo contra 11 deputados que votaram a favor da reforma da Previdência, contrariando orientação do diretório nacional do partido. Os deputados terão dez dias para apresentar defesa.

Após análise do caso, os parlamentares poderão ser advertidos, suspensos ou mesmo expulsos.

Correio do Povo

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