Notícia

Justiça condena a 30 anos de prisão terceiro réu por morte de mulher em São Borja

Foto: Alfredo Perez/RBS TV

A Justiça condenou a 30 anos de prisão o terceiro réu a ser julgado pela morte de Sônia Hussein Khaled. O julgamento teve início nesta quinta-feira (4), e prosseguiu até a tarde de sexta (5), em São Borja, onde o crime aconteceu

Maurício Mariano era acusado de ajudar o marido de Sônia, Husen Kassen Khaled, a planejar o assassinato e recrutar os demais envolvidos. A condenação se deu por homicídio qualificado e, além da prisão, a pena estipula que ele pague R$ 200 mil a cada um dos três filhos da vítima.

O marido da vítima e outro réu, Valdemir Trindade Rodrigues, já haviam sido condenados na quarta-feira (3), também por homicídio qualificado.

O crime aconteceu em 2015, e causou comoção na cidade. Husen foi condenado a 30 anos e Valdemir, a 24. Eles não poderão recorrer em liberdade.

Mais um réu do caso, Bruno Aires Silveira, que teria esfaqueado e baleado a empresária, teve o julgamento adiado porque a advogada que o defende apresentou um atestado médico.

Restam quatro acusados, que serão julgados em data ainda não definida pelo Judiciário.

Como foi o crime
Segundo a denúncia do Ministério Público, Husen ofereceu dinheiro aos réus para que matassem a mulher. O crime ocorreu no dia 6 de novembro de 2015. O marido buscou Tiago e Bruno de carro e os levou para a casa da vítima.

No local, Husen abriu o portão para a dupla, que rendeu e amarrou Sônia. Ele também foi amarrado, para simular um assalto.

A mulher foi colocada no banco de trás do carro de Husen e levada até a Rua Coronel Tristão de Araújo Nóbrega, onde foi executada.

Os réus responderão por homicídio qualificado – motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a vítima, e contra a mulher por razões da condição do sexo feminino.

Em seu depoimento, Tiago, que aceitou delação premiada, declarou que Husen ofereceu R$ 50 mil a Bruno para que confirmasse que se tratava de latrocínio.

Disse que foi procurado por Jean e Valdemir para participar do crime. Ele confirmou ainda que Husen foi o mandante e que eles deveriam simular um assalto em que o comerciante também figurasse como vítima. Maurício era a pessoa que sabia de todos os detalhes do plano.

Antes do fato, Valdemir, Jean, Maurício, José e Tiago se reuniram na oficina de Jean para detalhar o plano. De acordo com Tiago, inicialmente, a ordem era apenas "dar um susto" na vítima, mas que, na última hora, Husen determinou que matassem a esposa. Jean e Valdemir teriam discordado. Bruno, então, se ofereceu para cometer o crime.

Segundo a acusação do MP, Sônia levou quatro tiros pelas costas, disparados por Bruno. "O Ministério Público em plenário vai fazer uma análise técnica sobre todos os elementos que foram colhidos ao longo de toda a instrução e sustentará a existência de provas suficientes pra condenação nos exatos termos da denúncia", afirmou o promotor do caso, Fabrício Allegretti.

Na época, moradores de São Borja fizeram um protesto pedindo justiça. Familiares da empresária promoveram uma caminhada pelas ruas do município. 


Fonte: G1 RS 

About Blog Missioneiro

0 comentários:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.