Polícia

MP denuncia dentista suspeito da morte de gerente de banco de Anta Gorda

 Foto do preso: Kelly Veronez/RBS TV - (montagem Blog M.)

Nesta quinta-feira (11), o Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou o dentista Carlos Alberto Weber Pattusi por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ele é suspeito da morte do gerente bancário (da Sicredi) Jacir Potrich, de 55 anos, que desapareceu depois de uma pescaria em um açude, em Anta Gorda, no dia 13 de novembro do ano passado.

 O promotor de Justiça André Prediger anunciou, em coletiva de imprensa que ocorreu na sede do MP em Encantado, o pedido de prisão preventiva do denunciado, que possui dupla cidadania e poderia sair do Brasil. Ele chegou a ser preso temporariamente em janeiro deste ano, mas foi solto após o julgamento de um habeas corpus pelo Tribunal de Justiça do Estado. Patussi também deverá responder por ocultação de cadáver.

Embora o inquérito ainda não esteja concluído, para o promotor André Prediger, a investigação apontou que Potrich teria sido asfixiado por Carlos. O crime teria ocorrido em menos de um minuto, segundo o MP. 

Conforme a denúncia, elaborada com base nas investigações da Polícia Civil, no dia do desaparecimento, no condomínio onde ambos moravam, Patussi modificou o ângulo de uma das câmeras de vigilância e desligou outra para evitar que o local do crime, um quiosque, não registrasse o momento do assassinato. Assim, imagens que formam o conteúdo probatório do processo mostram a vítima indo até o quiosque e sendo seguida por Patussi. Um minuto depois, apenas o denunciado é visto saindo do local. Essas são as últimas imagens de Potrich.

A denúncia traz vários indícios de que o dentista teria cometido o crime, mesmo que o corpo ainda não tenha sido encontrado, de acordo com o promotor.

Assim, Patussi foi denunciado por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe (a desavença existente entre os dois há anos em virtude da troca de endereço do banco no qual a vítima era gerente), por asfixia e com recurso que dificultou a defesa da vítima – além de ocultação de cadáver. Durante a coletiva de imprensa, o promotor de Justiça reiterou que as investigações da Polícia Civil seguem em andamento no caso de haver outras pessoas envolvidas na ocultação de cadáver.

As investigações para localizar Jacir seguem. A hipótese até o momento é de que Carlos tenha usado ácidos para desaparecer com os restos da vítima.

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