Notícia

Massacre em escola choca o país

Estudantes se abraçam após ataque a escola de Suzano — Foto: Maiara Barbosa/G1

Às 9h42 de ontem, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, atravessou o portão da Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo. Tinha em mãos um revólver calibre 38. Ex-aluno, o criminoso começou imediatamente a atirar contra um grupo de estudantes e funcionários na recepção. Era hora do lanche. Trinta segundos após, cruzou o portão seu amigo, Luiz Henrique de Castro, 25, também ex-aluno. Trazia besta, arco e flecha e uma machadinha. Golpeou corpos no chão e se jogou contra quem tentava fugir. Eles já haviam matado o tio de um deles, Jorge Antonio de Moraes, na locadora de carros da família. Foi de lá que pegaram o automóvel que os levou. Dentro da escola, mataram a coordenadora pedagógica e uma funcionária. No pátio, mais cinco alunos. Os assassinos seguiram para o centro de línguas, onde alunos e professora haviam se trancado. E então, no corredor, um deles ao avistar a polícia, que rápidamente chegaram ao local, voltou-se contra o outro e o matou, cometendo suicídio na sequência. Em 15 minutos. (Estadão)


No Twitter, aluna da Escola Professor Raul Brasil, onde aconteceu o massacre, relatou as cenas que testemunhou na manhã de ontem.


Este é o 7º ataque do tipo ocorrido no Brasil. Durante toda a quarta, internautas lembraram de outros tiroteios ocorridos em colégios, como o de Columbine, nos EUA (1999), o de Realengo, no Rio (2011), e o de Goiânia (2017). Com ampla cobertura internacional, o New York Times ressaltou que tiroteios em escolas não são comuns no Brasil. 


O tópico ‘Armas’ ficou na lista de assuntos mais comentados do Twitter Mundial, abrindo novamente a discussão sobre a flexibilização de armas de fogo. De um lado, apoiadores do presidente brasileiro argumentam que não se pode culpá-lo por tragédias envolvendo armas. De outro, críticos alegam que Jair Bolsonaro normatiza atos de violência ao fazer ‘gesto de arma com a mão’. O vice-presidente Hamilton Mourão ressaltou que “agora é necessário compreender por que têm ocorrido ataques a tiros em escolas brasileiras”. Para o general, a flexibilização da posse de armas, autorizada pelo presidente Jair Bolsonaro, não tem relação com a tragédia. (Folha)


Saiba quem são as vítimas:



Alunos
  • Caio Oliveira, 15 anos

  • Claiton Antônio Ribeiro, 17 anos: ele foi baleado e morreu na escola. Igor Ribeiro, colega de classe, viu o estudante ser baleado: "Eu e mais um corremos pro lado e um de nós ficou, aí ele levou dois tiros", conta Igor.

  • Douglas Murilo Celestino, 16 anos: socorrido ao Hospital de Clínicas Luzia Pinho de Melo, foi a óbito.

  • Kaio Lucas da Costa Limeira, 15 anos

  • Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16 anos: frequentava a igreja com o pai. Segundo o tio, José Silva, o garoto ajudava o pai nas pregações da igreja Adventista do Sétimo dia. “Era um menino dinâmico e especial”, disse o tio.

Funcionárias:

  • Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos: coordenadora pedagógica da escola. Era casada. Deixa filhos e netos. Foi a primeira pessoa a ser baleada na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã desta quarta-feira. Dava aulas de filosofia para o Ensino Médio e foi promovida a coordenadora pedagógica recentemente.

  • Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos: Era inspetora na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano.

Dono da loja de carros:
  • Jorge Antônio Moraes, 51 anos: comerciante, morto antes da entrada dos assassinos na escola; ele é tio de Guilherme, um dos assassinos.

Feridos:

  • Adna Bezerra, 16 anos: estável

  • Anderson Carrilho de Brito, 15 anos: estado grave

  • Beatriz Gonçalves, 15 anos: estável

  • Guilherme Ramos, 14 anos: passa por cirurgia

  • Jenifer Silva Cavalcanti: estado grave

  • José Vitor Ramos Lemos: atingido com machado.

  • Leonardo Martinez Santos: passará por cirurgia

  • Leonardo Vinicius Santana: estável

  • Leticia Melo Nunes: estável

  • Murilo Gomes Louro Benite: estável

  • Samuel Silva Felix

A cidade, com mais de 1,3 milhão de habitantes, se prepara para o luto oficial de três dias e o velório coletivo na Arena Suzano, no Parque Max Feffer. 

Amanhã (15), por orientação da prefeitura, os educadores se reunirão para definir as ações que serão tomadas com os 26 mil alunos das escolas públicas municipais. O objetivo é adotar medidas para combater a violência e o assédio moral no esforço de estabelecer a cultura de paz.

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