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STF determina suspensão da investigação sobre Queiroz

MP-RJ anunciou cautelar sobre ações suspeitas de ex-assessor de filho de Bolsonaro

Ministério Público do Rio suspende investigação sobre Queiroz | Foto: YouTube / Reprodução
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) anunciou nesta quinta-feira que suspendeu o procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas do motorista Fabricio Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). De acordo com o órgão, a suspensão ocorre por decisão cautelar do Supremo Tribunal Federal (STF). 

A determinação foi do ministro Luiz Fux, de plantão, que atendeu a um pedido do filho do Presidente. Pelo fato do procedimento tramitar sob absoluto sigilo, o MP-RJ não se manifestará sobre a medida.

Fux, que responde pelo plantão judicial do Supremo até o início do mês que vem, suspendeu a investigação até análise do relator, ministro Marco Aurélio Mello, sobre uma reclamação protocolada no STF pela defesa de Flávio Bolsonaro.

“O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informa que em razão de decisão cautelar proferida nos autos da Reclamação de nº 32989, ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal (STF), foi determinada a suspensão do procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas de Fabricio Queiroz e outros, até que o Relator da Reclamação se pronuncie”, diz a nota.

Esclarecimentos

O nome de Fabrício Queiroz consta em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) que aponta uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta em nome do ex-assessor. O documento integrou a investigação da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que prendeu deputados estaduais no início de novembro.

O MPRJ marcou duas vezes o depoimento de Queiroz. Ele não compareceu, justificando problemas de saúde. A mulher Márcia Oliveira de Aguiar e as filhas dele Nathália Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz também faltaram ao depoimento, alegando que o acompanhavam em tratamento em São Paulo.

Na semana passada, o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República, afirmou - por meio das redes sociais - que se comprometia a comparecer para prestar esclarecimentos em novo dia e horário. Como parlamentar, ele tem a prerrogativa legal de combinar previamente a data e horário para depor.

*Com informações da Agência Brasil

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