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Bolsonaro e Macri falam em renovar Mercosul e atacam Maduro

Presidentes do Brasil e da Argentina tiveram primeiro encontro oficial na manhã desta quarta-feira

Bolsonaro e Macri falam em renovar Mercosul e atacam Maduro | Foto: Alan Santos / Presidência da República

Os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e da Argentina, Mauricio Macri, anunciaram após uma reunião em Brasília, nesta quarta-feira que vão trabalhar para um aperfeiçoamento do Mercosul, incluindo esforços para o esperado acordo do bloco com a União Europeia. Além disso, os chefes de Estado atacaram o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A Argentina é hoje o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, com transações comerciais de US$ 25 bilhões e um saldo positivo brasileiro em torno de 4 bilhões de dólares.

"Concordamos quanto à importância de, com os demais parceiros - Paraguai e Uruguai - aperfeiçoar o bloco e propor nova agenda de trabalho. Sempre com sentido de urgência. O Mercosul precisa valorizar sua tradição original: abertura comercial, redução de barreiras e redução de burocracias", declarou Bolsonaro. A afirmação vai contra o que disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, logo após a vitória nas eleições de outubro. A uma jornalista Argentina, o economista afirmou que o Mercosul não seria uma prioridade do governo. 

Bolsonaro também afirmou que, na frente externa, é preciso concluir negociações mais promissoras e iniciar novas negociações, "com criatividade e flexibilidade para recuperar o tempo perdido". Ele não citou nenhuma negociação em especial, embora o Mercosul esteja conversando com a União Europeia para um acordo de livre comércio. Macri, que discursou em seguida, reforçou a intenção de "modernizar" o Mercosul e citou o acordo com a União Europeia.

"É fundamental agilizar e terminar negociações externas que temos em andamento. Com a União Europeia, avançou como nunca antes, exigiu muito esforço. Com a chegada de Bolsonaro, temos chance de renovar o compromisso político e dar vantagens aos dois blocos", disse.

Em discurso após a reunião, Macri condenou a ditadura do venezuelano Nicolás Maduro. "Estamos preocupados com a ditadura de Nicolás Maduro. Não aceitamos essa zombaria à democracia e essa tentativa de vitimização, quando na verdade eles são os algozes. A comunidade internacional já percebeu que Maduro se perpetua no poder com eleições fictícias. É uma situação desesperadora. A Assembleia Nacional é a única instituição legítima da Venezuela, eleita democraticamente pelo povo venezuelano", afirmou.

Antes da fala de Macri, Bolsonaro disse que a preocupação de Brasil e Argentina com a situação da Venezuela é um exemplo de cooperação entre os dois países. "Só reforça que seguiremos avançando no rumo certo em defesa da democracia, da liberdade, da segurança e do desenvolvimento."

Mercosul

Macri reforçou a intenção de "modernizar" o Mercosul e citou o acordo com a União Europeia. "É fundamental agilizar e terminar negociações externas que temos em andamento. Com a União Europeia, avançou como nunca antes, exigiu muito esforço. Com a chegada de Bolsonaro, temos chance de renovar o compromisso político e dar vantagens aos dois blocos", disse.

Tratado de extradição

Ainda na manhã desta quarta, o ministro da Justiça, Sergio Moro, falou sobre a revisão do tratado de extradição entre Brasil e Argentina, que deve ser assinada por Macri e Bolsonaro. Segundo Moro, a ideia é que o documento de extradição, em caso da prisão de uma pessoa no país vizinho, seja adiantado sem passar pelos canais diplomáticos para depois ser formalizado. Atualmente, o tratado vigente é da década de 1960. "Reforçar os laços"

Correio do Povo

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