Polícia

Suspeito de mostrar órgão sexual para menina de 3 anos não será responsabilizado pelo crime


A Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA) encerrou os esforços de tentar ouvir a mãe da menina de 3 anos que teria sido assediada por um homem de 31 anos no dia 18 de outubro. O homem foi detido após ter mostrado o órgão sexual para a criança de acordo com o registro de ocorrência feito junto à Polícia Civil. O inquérito deve ser remetido à Justiça sem indiciamentos, o que conclui a investigação.

A delegada Luiza Souza, titular da delegacia e responsável pela investigação, reitera o que disse à reportagem na semana passada: não é possível dar andamento à investigação sem que haja uma vítima oficialmente identificada. É determinação da legislação brasileira. E, para tanto, é necessário o depoimento da mãe como prova.


- Não posso obrigá-la (a depor). Encaminharei (o inquérito) para o judiciário - diz a delegada.


De acordo com a delegada Luiza, no dia do crime, a vítima "se evadiu" da delegacia de polícia, ou seja, foi embora antes da conclusão do documento formal que serve como pré-requisito para que um inquérito policial investigativo possa ser instaurado.


A partir daí, foi intimada em mais de oportunidade a depor, o que ela preferiu não fazer. A única coisa que ela disse, diz a delegada Luiza, foi que "a filha não viu".


O CRIME


De acordo com a Brigada Militar (BM), o crime aconteceu dentro uma loja na Rua Dr. Bozano na tarde daquele dia. A mãe da menina contou aos policiais militares que ela estava junto dela na loja quando viu o que o suspeito estava fazendo: o homem estava com o pênis para fora das calças próximo da sua filha.


Com o flagrante, o suspeito teria se surpreendido e corrido para fora do estabelecimento para, em seguida, entrar em outro, uma padaria.


A mãe da menina pediu ajuda das pessoas que estavam no estabelecimento, que imobilizaram o suspeito e lhe trancaram no banheiro da padaria. Em seguida, a BM foi acionada.


O homem recebeu voz de prisão dos policiais. Ele foi levado para a DPPA, onde foi feito o registro do caso como "importunação sexual". Em seguida, foi liberado.


A reportagem divulgou que ele responderia pelo crime em liberdade, conforme divulgado pela Polícia Civil inicialmente, mas diante das negativas da vítima em prestar depoimento, não é possível levantar as provas necessárias para a responsabilização do suspeito, já que foi ela quem viu o crime. Assim, oficialmente, não há crime.


Fonte: Diário de Santa Maria 

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