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Mistério sobre desaparecimento de gerente de banco em Anta Gorda completa 12 dias

Jacir Potrich, 55 anos, sumiu da casa onde vivia com a família em um condomínio fechado na terça-feira (13)

Familiares ofereceram R$ 50 mil como recompensa para quem tiver informações concretas sobre Potrich

Mistério que intriga Anta Gorda, município de 6 mil habitantes no Vale do Taquari,  estende-se por 12 dias. O gerente de uma agência do Sicredi Jacir Potrich, 55 anos, foi visto pela última vez em 13 de novembro. Desde então, buscas tem sido feitas e a Polícia Civil investiga o desaparecimento, sem respostas.

— É uma situação terrível. Até agora não sabemos nada, nada — lamentou a mulher dele, Adriane Balestreri Potrich, 53 anos, no fim da manhã deste domingo (25).

Casada com o bancário há 26 anos, a contadora diz que a família não teve mais nenhuma informação sobre o possível paradeiro de Potrich. Segundo a mulher, no dia do desaparecimento, como costuma fazer às terças-feiras, ela havia viajado a Passo Fundo. No município do norte do Estado, reside o filho do casal, de 26 anos. Ela diz que só percebeu o sumiço do marido no dia seguinte.

Os familiares chegaram a oferecer recompensa de R$ 50 mil para quem apontar pista sobre o paradeiro de Potrich. Depois da oferta, mais de 30 ligações foram recebidas. Mas nada de concreto chegou até os parentes.

Enquanto isso, a Polícia Civil tenta unir peças de uma espécie de quebra-cabeças. Vem ouvindo pessoas próximas ao gerente, de maneira informal. Para o delegado Guilherme Pacífico nenhuma hipótese pode ser descartada: homicídio, suicídio, mal súbito ou até mesmo eventual perda de memória.

A polícia chegou a cogitar a hipótese de sequestro como uma das mais fortes, por conta da ligação do desaparecido com instituição financeira. No entanto, neste período, não houve pedido de resgate.

— Todas as pessoas são alvo de investigação.  Buscas de amigos são feitas diariamente, ininterruptamente. As forças policiais também estão vistoriando locais com indicativos de serem possíveis  cativeiros ou de desova de corpo. Estamos trabalhando — relatou o policial, que já ouviu mais de 50 pessoas.

A polícia tem recorrido às imagens de câmeras de residências e comércios para tentar encontrar alguma pista sobre o caso. Com cães farejadores, foram feitas buscas próximo da casa de Potrich e em matagais. Um açude chegou a ser esvaziado. Também houve procura em casas abandonadas, consideradas possíveis cativeiros.

Quando sumiu, segundo a família, Potrich vestia camiseta clara, bermuda jeans e chinelo. O carro do bancário permaneceu na garagem, com documentos dentro. Apenas o celular teria desaparecido. A Polícia Civil indica que informações sobre o caso sejam repassadas pelo Disque Denúncia, no número 181. 

O sumiço

O sobrinho do casal, de 24 anos, que mora com eles, teria sido o primeiro a perceber a falta de Potrich. A mulher do bancário relatou que o jovem entrou em contato com ela por WhatsApp comentando que o tio não estava na casa, por volta das 20h30min de terça-feira (13).

Adriane disse que imaginou que ele estava em alguma pescaria e só começou a se preocupar na manhã seguinte. Ao tentar falar com o marido por telefone para avisar que estava saindo de Passo Fundo, na quarta-feira (14), a chamada teria caído na caixa de mensagens. No mesmo dia, o desaparecimento foi informado à polícia.

Câmeras

A casa da família está localizada em condomínio fechado, afastado da área urbana de Anta Gorda, com apenas outras duas moradias. Para chegar até a residências, é preciso passar pela portaria. No entanto, há acesso a pé pela área dos fundos.

Câmeras mostram o gerente chegando ao condomínio às 19h07min de terça-feira (13). Ele entra na casa e passa pela porta dos fundos, com balde, no qual estariam peixes fisgados no açude de um amigo, e um copo. Ele caminha em direção ao quiosque da piscina.

Os peixes foram limpos e guardados na geladeira. A pia, as facas e a tesoura usadas ficaram sujos. Potrich não teria dormido em casa, já que o quarto do casal estava intacto.


Fonte: Gaúcha ZH

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