Polícia

Mãe que agrediu professores é presa após atropelar policial

Reprodução

A mulher que atropelou um policial na tarde de quinta-feira (8) em Porto Alegre afirmou em depoimento para a polícia que não teve a intenção de matá-lo, conforme a delegada Elisa Souza. O PM atingido sofreu apenas arranhões no cotovelo e passa bem.

"Ela negou que tivesse intenção de matar o policial. Alegou que o atropelou porque ficou com medo de ser agredida por ele", disse a delegada.

Conforme a polícia, a motorista do carro é a mesma mãe que agrediu os professores da escola municipal Saint Hilaire, na Lomba do Pinheiro, na quarta-feira (7), após a filha ser impedida de participar de um passeio por não ter pago.

Nesta sexta-feira (9), a mulher teve a prisão preventiva transformada em domiciliar porque ela tem uma filha menor de 12 anos que depende de seu sustento, conforme informações do advogado da motorista, Jorge Cabral. Ele acredita que até o fim do dia ela saia da prisão e seja enviada para casa com a tornozeleira eletrônica.

Segundo a polícia, a mulher tem antecedentes criminais e já havia sido indiciada como mandante da morte do ex-companheiro. Esse caso é investigado por outra delegacia.

As aulas continuaram canceladas nesta sexta na escola, pelo segundo dia consecutivo. Um grupo formado pela direção, professores e pais, pedindo mais segurança, foi recebido pela direção da Secretaria Municipal de Educação. Desde 2017, a escola não tem mais agentes fixos da guarda municipal.

"Nós viemos porque a situação ficou insustentável, nós percebemos o perigo que a situação oferecia, solicitamos que a secretaria nos desse algum auxílio. E as pessoas que foram até a nossa escola não estavam investidas de autoridade alguma para poder nos auxiliar", afirma o diretor da escola, Ângelo Barbosa.

O atropelamento

O vídeo, gravado na quinta, mostra o atropelamento que aconteceu em frente à escola municipal Saint Hilaire (veja o flagrante acima). Nas imagens, é possível ver que o PM se aproxima do carro, conversa com a condutora e, em seguida, quando ele cruza a frente do veículo, ela arranca, e ele cai no chão.

O diretor da escola conta que, segundo relatos de pessoas que presenciaram a cena, a mulher estava no carro com a filha e mais uma aluna do colégio. Ela teria parado o veículo, por volta das 15h, em frente à escola e xingado ex-alunas que estavam ali.

A motorista teria dito para uma das adolescentes que era para ela "limpar os pés dela, que ela tava suja". Uma discussão começou, e o policial militar foi chamado para dar apoio ao colega que já estava dentro de uma viatura estacionada no local desde o dia anterior. Foi quando abordou a condutora.

"Abordou ela, mandou descer, desligar o carro, quando se aproximou dela, ela arrancou e levou ele junto", relata o major Kefren Castro de Souza, do 20º Batalhão de Polícia Militar. Já o advogado da mulher afirma que ela foi hostilizada primeiro.

Após o atropelamento, a mulher fugiu do local. A polícia conseguiu encontrá-la perto das imediações de sua casa. De acordo com a BM, ela chegou a tentar fugir a pé, mas foi presa em flagrante por tentativa de homicídio.

Segundo o advogado da mulher, Jorge Cabral, ela alega que foi agredida pelo policial, que teria a puxado pelos cabelos e segurado seu braço, inclusive deixando hematomas. Ainda de acordo com o advogado, a mulher se assustou com a abordagem, e acelerou o carro.

Fonte: G1

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