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Agora exonerado, Moro vai integrar equipe de transição

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, que hoje se exonerou do cargo de juiz da Operação Lava Jato, vai assumir uma vaga formal na equipe de transição do governo de Jair Bolsonaro (PSL), segundo integrantes da nova gestão. Os membros do time de transição trabalham no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília, e recebem salários de até R$ 16 mil mensais.

Ao fazer seu pedido de exoneração, Moro disse que continuou como juiz e optou por tirar férias para garantir o sustento de sua família em caso de algum incidente daqui até janeiro. Mencionou sofrer ameaças. Como magistrado titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, seu salário e benefícios lhe renderam um contracheque de R$ 43 mil brutos em outubro, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Moro disse na carta ao presidente do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), Thompson Flores, que era "relevante" permanecer como magistrado neste fim de ano. "Embora a permanência na magistratura fosse relevante ao ora subscritor por permitir que seus dependentes continuassem a usufruir de cobertura previdenciária integral no caso de algum infortúnio, especialmente em contexto no qual há ameaças, não pretendo dar azo a controvérsias artificiais, já que o foco é organizar a transição e as futuras ações do Ministério da Justiça", explicou o futuro ministro em seu pedido.


UOL

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